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Ampliação - 27/6/2008

Santos terá mais 22 berços de atracação em cinco anos

Tempo maior é a na aprovação ambiental

 

Dentro de cinco anos os novos projetos para o porto de Santos colocarão à disposição da operação mais 22 berços de atracação. Hoje, o porto opera com 53 berços de uso público. A informação é do diretor de Infra-estrutura e Serviços da Codesp, Paulino Moreira Vicente, e foi divulgada ontem (26), durante discussão sobre o tema Projetos Futuros, último módulo da série de entrevistas especiais 200 Anos dos Portos – Um diálogo aprofundado, com o objetivo de marcar em Santos as comemorações pelo bicentenário da abertura dos portos ao comércio internacional.

Na conta de Paulino não está incluído o projeto Barnabé-Bagres, que por si só, dobrará a capacidade hoje instalada em Santos. "A perspectiva é, sem falar em Barnabé-Bagres, em cinco anos termos mais 22 berços oferecidos ao porto de Santos. Dois na Alemoa, dois na Prainha, dois em Conceiçãozinha (ambos em Guarujá), três da ABTP, mais os berços da Embraport e outros", disse.

Da entrevista participaram também o vice-presidente do Grupo Coimex-Embraport, Orlando Machado Júnior, cujo terminal está sendo construído na margem esquerda de Santos, o empresário Mike Sealy, da Associação Brasileira de Terminais de Líquidos – ABTL e o professor de Logística da Unisantos, Léo Tadeu Robles. Os entrevistados responderam perguntas dos jornalistas sobre os projetos em andamento ou propostos para Santos.

Orlando Machado Júnior confirmou a previsão de entrega do terminal multiuso Embraport para o final de 2010. Comentou a demora de sete anos para a obtenção da licença e a conseqüente elevação dos custos. "Obviamente o maior tempo que se consumiu no projeto foi o equacionamento da questão ambiental, mas achamos que isso é natural. É óbvio que se me perguntar se foi demais, foi excessivo. De qualquer forma, não se constrói nenhum empreendimento, especialmente empreendimento portuário, sem um trabalho muito bem feito nesta questão ambiental. É impossível. Se não equacionar a responsabilidade ambiental, não pode ir adiante. Só que aqui em Santos, o mais difícil foi a questão dos sedimentos contaminados, porque na verdade, todo o leito do estuário tem contaminação, que não foi provocada por nenhum terminal ou proprietário de área. Não fomos nós que contaminamos. Este foi o ponto mais crítico".

Machado Jr, santista, radicado no Espírito Santo, afirmou que os estudos realizados e técnicas desenvolvidas para licenciar o projeto hoje já ajudam em novos licenciamentos. "O confinamento de sedimentos que adotamos em nossa área já é replicado pela Cosipa e os estudos possivelmente serão usados no projeto Barnabé-Bagres, que acredito, não demandará tanto tempo". Ele descartou para o futuro a construção de estaleiro agregado ao projeto e afirmou que uma eventual sociedade com um armador não está contemplada no projeto.

Mike Selay detalhou os projetos de expansão dos terminais de líquidos, que devem atingir em 2015 a capacidade de 1,5 milhão de m3. Sobre o etanol, disse que é preciso saber como aproveitar a oportunidade. Relatou que em viagem recente ao exterior tomou conhecimento de que fala-se que o Brasil está desmatando a Amazônia para plantar cana-de-açúcar e que utiliza mão-de-obra escrava. "Naturalmente tive que desmentir isso".

Léo Tadeu Robles abordou o impacto logístico dos projetos de expansão. Uma terceira pista da Imigrantes teve importância relativizada, uma vez que todos os modais devem ser desenvolvidos, segundo ele. Destacou, por exemplo, a possibilidade de construção de dutos ligando áreas produtoras aos portos de escoamento, a importância de melhorar a ferrovia e desenvolver a cabotagem.

Fonte: Assessoria de Imprensa

 
 
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