Os 15 japoneses, 1 taiwanês e 1 americano participam amanhã, (29.7.2010), às 17h30, da cerimônia de formatura do 46.º Curso Internacional de Classificação e Degustação de Café da Associação Comercial de Santos (ACS).
A expectativa por parte dos novos classificadores é grande porque ter o certificado em mãos, na maior parte dos casos, é sinônimo de promoção profissional na volta para casa.
O caso de Elvis Lin é ainda mais curioso. Ele é o segundo profissional de seu país a obter o certificado brasileiro emitido pela ACS. “Em Taiwan só há um classificador certificado, justamente da empresa concorrente. Por isso, meu chefe me mandou para o Brasil com apenas um ano de casa”, declara entusiasmado, depois de aproveitar todas as oportunidades que a viagem proporcionou, além do curso. Lin esteve no Rio de Janeiro, jogou futebol na praia e saiu para a “balada” com amigos que fez rapidamente.
Taiwan tem o Japão - hoje o terceiro maior consumidor de café gourmet do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Brasil - como referência. Uma xícara de café expresso numa cafeteria japonesa pode custar até US$7,00.
O Japão é, aliás, referência para toda a Ásia que, aos poucos, adota hábitos de consumo da bebida ocidental, apesar da tradição do consumo de chá. Sem dúvida, trata-se de um mercado promissor devido, especialmente, ao seu tamanho.
A solenidade de formatura será realizada no Auditório da ACS. Na seqüência, será servido o tradicional coquetel comemorativo na charmosa Sala de Classificação da entidade, local onde são realizadas as aulas.
Com arquitetura preservada, vitral retratando cenas cafeeiras, vigas de madeira, mesas de classificação e de degustação, a sala atrai olhares dos visitantes mais desavisados. O local é um verdadeiro laboratório, onde laudos sobre a qualidade de café são emitidos para o mundo inteiro por classificadores experientes.
O 46.º Curso de Café da ACS começou no dia 5 de julho de 2010 e é orientado pelos professores Davi Antonio Pinto Teixeira, da companhia Wolthers, e Nilton Ribeiro, da Stockler.
Amanhã, das 8 às 10h, acontece a última aula da turma, com degustação da bebida. O ritual tem atraído a mídia de todo o país por render cenas inusitadas para olhos leigos. Os alunos provam a mistura de grãos torrados e moídos de forma grosseira com água em temperatura específica, sem coar. Na sequência a bebida é descartada sem que seja engolida.
O procedimento visa treinar o paladar dos novos profissionais a ponto de perceberem as diferenças entre um café de boa qualidade e o de baixa qualidade, cujos grãos – antes da moagem - apresentem defeitos também estudados durante o curso.
No transcorrer do mês, os estrangeiros visitaram a fazenda Boa Esperança, em Bragança Paulista, e ficaram impressionados com a utilização de tecnologia de ponta na lavoura do grão.
Puderam observar as diversas etapas da produção do cobiçado produto e os resultados positivos, não só na matéria-prima, mas também na bebida, que foi servida pelo barista José Renato, na cafeteria da Boutique da Estação. Uma perfeita réplica da antiga estação ferroviária Anhumas, da cidade de Campinas, cuidadosamente remontada na fazenda.
O curso, realizado desde 1989, já habilitou mais de 750 profissionais. As turmas são formadas nos meses de março, maio, julho, setembro e novembro. Os grupos, de modo geral, são formados por alunos do mercado cafeeiro, pois o objetivo principal da iniciativa da ACS é aprimorar a qualidade do profissional do setor.
Confira mais detalhes e fotos: www.acs.org.br
Fonte: AI
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