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Destaque - 29/7/2010

Portugal Telecom vende a Vivo e entra na Oi

Professor da FGV diz que concorrência será pouco afetada com nova aquisição da Telefónica

 

A Portugal Telecom (PT) confirmou que vai vender sua fatia na brasileira Vivo Participações para a espanhola Telefónica por € 7,5 bilhões (cerca de R$ 17,2 bilhões) e usar parte dos recursos para comprar uma fatia de 22,4% da Oi, também brasileira.

De acordo com o professor especialista em telecomunicações da FGV-EAESP, Arthur Barrionuevo, não haverá um forte impacto para a concorrência. “Apenas no Estado de São Paulo, onde a Telefónica tem sua rede fixa, a concorrência poderá ser afetada, se a empresa ofertar pacotes que incluem serviço de voz fixa, móvel, internet banda larga e TV por assinatura, o chamado quadruple play; ou alguma combinação de menor porte destes serviços. De qualquer forma, o consumidor deverá receber novas ofertas de pacotes da Telefónica, com descontos.”

Quanto ao futuro do mercado de telecomunicações, Barrionuevo acredita que essa operação é um fato isolado. “Não creio que haverá novas fusões e aquisições no setor por conta da operação entre a Telefónica e a Portugal Telecom.”

BNDES emite nota à Imprensa sobre a negociação

O BNDES considera bastante positiva uma eventual aliança da Oi com a Portugal Telecom, conforme os termos anunciados hoje pelas duas companhias.

A iniciativa garante que os pressupostos da reestruturação societária apoiada pelo BNDES em 2008 serão integralmente mantidos.

Ou seja, a empresa continuará a ser uma companhia de telecomunicações com controle brasileiro, capaz de competir com eficiência no país e ocupar espaços também no mercado internacional.

A concretização do memorando de entendimentos possibilitará que esses objetivos sejam atingidos de forma mais rápida e eficiente, incrementando a competição do setor e beneficiando também os consumidores brasileiros.

Independentemente do tamanho da participação do BNDES na companhia, a aliança não altera os direitos que o Banco possui atualmente como acionista da Oi.

O acordo abre caminho para a internacionalização da companhia, um dos objetivos de seu plano de negócios, e melhora sua estrutura de capital, permitindo a continuidade e expansão de seus investimentos.

Fontes: AI

 
 
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